Aqueles que pensavam que o referendo do próximo dia 11 de Fevereiro eram "favas contadas" para os defensores das negras ideias da "cultura da morte" e para os promotores dos obscuros interesses dos "negócios da morte", que se escondem por de trás das piedosas intenções e alegadas preocupações do "sim", ficaram surpreendidos com o aparecimento de quinze movimentos pelo "NÃO AO ABORTO", pelo não à matança dos inocentes, em defesa do direito à vida, do direito de nascer! Quinze movimentos e mais, muito mais de cem mil assinaturas: cento e noventa e cinco mil cento e vinte e quatro assinaturas! Quase duzentas mil assinaturas a favor do direito de nascer! Esta onda "PRO VIDA" é de tal ordem impressionante que os políticos que estão na origem deste referendo logo vieram dizer que se tratava de uma clonagem de movimentos a partir de Lisboa, de tal maneira que uma das questões que a comunicação social lisboeta colocou aos mandatários do Movimento "Algarve pela Vida" que se deslocaram à Comissão Nacional de Eleições para entregar as sete mil quinhentas e setenta e oito assinaturas válidas recolhidas na Região do Algarve, foi perguntar porque é que não nos juntamos a outro Movimento e sentimos necessidade de criar o nosso no Algarve! Espantosa esta questão, quando sabemos que quem a coloca, quem a levanta, quem a sopra aos ouvidos dos jornalistas, são políticos que têm defendido a regionalização de Portugal! Essas pessoas que se dizem adeptas ferrenhas da regionalização administrativa de Portugal, alegadamente para que a sociedade civil das regiões se possa afirmar, possa ter voz, possa fomentar um maior desenvolvimento económico, social e cultu-ral, etc, etc, etc, (conhecemos até à exaustão o argumentário desses interesseiros para quem a política é um modo de vida, um emprego, um "tacho", um conjunto de prebendas, honrarias e mordomias…), pois estas criaturas que dizem acreditar nas virtualidades da regionalização ficaram espantadas e confundidas com a resposta das Regiões, com a resposta do Portugal profundo, do Portugal autêntico, do Portugal que trabalha e sofre, do Portugal que paga impostos, daquele Portugal que não passa as tardes a deambular pelos "passos perdidos" da indolência preguiçosa do parlamento e das alfurjas de outras sedes, a tomar chá na "Pastelaria Garrett" enredado em questíunculas de "alecrim e manjerona", a diletantar pelas livrarias do Chiado, com salamaleques e outras hipócritas gentilezas de gente "bem", de gente "fina", de gente que quer "aparecer" e "parecer bem", que quer pensar "políticamente correcto" em sintonia com o que "se faz lá fora". Esses complexados da moda e do "politicamente correcto" que se julgavam donos do Algarve, ficaram perplexos com as milhares de assinaturas recolhidas pelo "Algarve pela Vida"! Eles e elas que prometem ao camarada cassete que "o Alentejo ainda há-de voltar a ser nosso", ficaram boquiabertos com o Movimento "Alentejo pela Vida"! Sim, até o Alentejo reuniu nove mil e quinhentas assinaturas! E por aí fora, do Minho ao Algarve, do Nordeste Transmontano até às Ilhas, não há região de Portugal onde não tenha surgido genuína e naturalmente um Movimento em defesa da vida humana, de tal maneira que todos juntos podemos proclamar "Portugal pela vida"! Independentemente do resultado de 11 de Fevereiro, que é sempre algo de aleatório, embora eles já saibam antecipadamente que vão ganhar, com esta movimentação "PRO VIDA" em todas as regiões de Portugal, ficamos com a certeza de que seja qual for o resultado, vamos continuar o nosso trabalho, para levar todos os homens e mulheres de Portugal a gravar no mais fundo do seu coração os valores da vida, do respeito pela vida humana desde a fecundação até à morte natural. Por isso, saudamos todos aqueles que aqui no Algarve e no resto do País deram o seu nome e a sua assinatura em favor da cultura da vida e que irão continuar a não regatear esforços e sacrifícios, para que todas as crianças, mesmo as que ainda não nasceram, possam ter uma vida plena, digna e feliz.