O padre Mário de Sousa, reitor do Seminário e presidente da celebração, destacou a “coragem” do jovem algarvio para avançar rumo ao sacerdócio. “O Joel teve a coragem de olhar de frente para Deus e de Lhe dizer, depois de uma longa caminhada: ‘Senhor, ainda que com os meus desejos, debilidades e com o pó de que sou feito, aqui me tendes. Enviai-me’”, afirmou, realçando o que considerou ser “uma diferença fundamental” no jovem natural de Salir. “O Joel não é melhor nem pior do que muitos cristãos das nossas comunidades, mas não teve medo de ouvir a voz de Deus e de entregar a sua vida”, disse.“ Celebrar a ordenação do Joel é também uma interpelação que o Senhor nos faz sobre a disponibilidade interior que cada um de nós (sobretudo os jovens) tem para se entregar ao amor de Deus”, referiu o sacerdote, interpelando directamente os muitos jovens presentes, oriundos de Tavira a Aljezur. “A ti jovem, que já tens os planos de vida todos estabelecidos, Deus irrompe na tua vida e pede, pelo amor que tens à tua Igreja, pelas tuas mãos para levar o Pão que alimenta e sacia a fome, pelos teus lábios para que proclamem a Palavra de salvação e pelos teus pés como mensageiros que anunciam a paz. Estás à espera que sejam outros? Não! O Senhor interpela-te hoje a ti!”, exclamou. Referindo-se à tão falada falta de sacerdotes afirmou: “eu não sei se faltam vocações, mas se faltam é porque, se calhar, ainda não fizemos verdadeiramente a experiência do amor que Deus tem por nós”. “O Joel teve medo como Abraão, teve receios como Moisés, mas deixou que o amor que sentia por Deus e pela sua Igreja fosse muito mais forte do que a confiança pela sua pessoa”, concluiu o reitor do Seminário. A Vigília de Oração, muito marcada pela simbologia, foi animada pelo grupo de jovens da paróquia local e contou com a participação musical do grupo diocesano Laudate.