Quinta-feira 28 de Novembro de 2019
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Programa da Igreja algarvia procura levar a aprofundar conhecimento de Cristo

Integrado no Programa Pastoral que a diocese do Algarve projectou para o sexénio (2006-2012) que presentemente decorre sob os objectivos gerais “Promover uma pastoral de missão, centrada na experiência de Deus, em Jesus Cristo” e “Edificar, com Maria, uma Igreja evangelizada e evangelizadora”, os dois próximos anos que se irão viver, subordinados à temática “Permanecer, com Maria, em Cristo”, terão como objectivos “Conhecer a Pessoa de Cristo através da palavra escutada e interiorizada” e “Cultivar uma espiritualidade de identidade, unidade e testemunho”. Os meios operativos previstos para consecução desses objectivos insistem na promoção da Lectio Divina sobre o Evangelho do Ano Litúrgico, uma forma aprofundada de oração a partir da Sagrada Escritura que vem sendo divulgada e usada no Algarve com maior incidência nos últimos dois anos. “Se o objectivo geral do biénio que terminou nos ajudou a ‘Peregrinar com Maria ao encontro de Cristo’, agora, atentos aos desafios que a passagem da Imagem Peregrina nos fez, abre-se, diante de nós, a experiência sedutora do permanecer com Maria em Cristo, pelo conhecimento da pessoa de Cristo, através duma vivência experiencial, recolhida da palavra escutada que, necessariamente, nos leve a cultivar uma espiritualidade de identidade, unidade e testemunho”, explica no seu Programa Pastoral a Diocese do Algarve, não esquecendo igualmente a importante vivência universal do Ano Paulino recentemente concluído. “Neste processo de identidade, unidade e testemunho, fomos providencial e oportunamente acompanhados, neste último ano pastoral, pelo Ano Paulino com os seus apelos e os seus frutos. Apercebemo-nos melhor e sentimos a alegria e a força contagiantes de S. Paulo, resultantes do encontro pessoal com Cristo Ressuscitado que transformou a sua vida”, refere o documento programático. Neste enquadramento, a diocese algarvia esclarece então que “o caminho percorrido com Maria ao encontro de Cristo e a experiência pessoal de intimidade com Ele, à maneira de Paulo, bem como o conhecimento da realidade da nossa Igreja do Algarve, inspiram as opções pastorais em ordem à concretização do objectivo deste biénio: permanecer, com Maria, em Cristo”. “Que caminhos e meios vamos privilegiar e percorrer para que todos, sobretudo os mais distanciados das nossas comunidades, cheguem a encontrar-se verdadeiramente com Cristo? Como vamos passar do conhecer superficial ao conhecer interior, que Maria guardava no seu coração? Como chegar ao conhecer interior de Paulo e de tantos outros que, como ele, ao longo dos tempos repetem sei em quem acreditei?”, questiona a Igreja algarvia, considerando ser este o “núcleo essencial dos desafios” que o seu programa lança neste biénio, direccionados para o cumprimento da missão da Igreja “no aqui e agora do Algarve”, “num contexto marcado pelo fenómeno de profundas, rápidas e alargadas mudanças”. “A experiência pessoal e comunitária de Cristo Ressuscitado, presente na vida das comunidades eclesiais nascidas da evangelização” é a resposta apontada. E porque as “comunidades eclesiais nascidas da evangelização” “assentam os seus fundamentos na família, Igreja doméstica/transmissora da fé” a Diocese do Algarve irá este ano privilegiar nas três áreas pastorais que acompanham o seu sexénio programático, a realidade da família. Tal como sucedeu com o Ano Paulino será ainda a contemplado o Ano Sacerdotal igualmente proclamado para toda a Igreja. “Através dele somos levados a «compreender cada vez mais a importância do papel e da missão do sacerdote na Igreja e na sociedade contemporânea»”, recorda o documento. As acções concretas previstas, com forte aproveitamento das propostas do último Conselho Diocesano de Pastoral, a nível paroquial preconizam “promover o ‘ensino’ da oração; continuar a metodologia dos pequenos grupos e promover a criação de outros em ordem à Lectio Divina; motivar e proporcionar a formação de animadores para os pequenos grupos; incentivar os fiéis à participação em retiros e encontros de espiritualidade; continuar a privilegiar a importância da preparação para o Matrimónio; promover acções conducentes ao acompanhamento e integração dos novos casais; valorizar e promover os movimentos eclesiais com incidência familiar; realizar encontros de famílias e celebrar as ocasiões festivas próprias: aniversários de matrimónio, bênção das grávidas, bênção dos filhos, bênção de um novo lar…; e inserir, adequadamente, a pastoral do Baptismo e a catequese das crianças, no âmbito da pastoral familiar”. A nível vicarial propõe o programa a realização de “acções de formação de animadores de grupos, em ordem à Lectio Divina”, a promoção de “retiros, encontros e fins-de-semana de oração”, a realização de “avaliação da preparação para o matrimónio” e a contribuição para um “projecto de acompanhamento dos novos casais”. A nível diocesano, o documento propõe a colaboração “com as vigararias na realização de acções de formação para animadores de grupos, em ordem à Lectio Divina”, a promoção de “jornadas sobre o evangelista do ano”, o apoio à realização de retiros e acções da mesma índole, a promoção da “integração de conteúdos catequéticos (sem esquecer o anúncio Kerigmático) nos programas de preparação para o matrimónio”, a valorização e promoção de “colaboração dos movimentos com incidência familiar”, a instituição do “Dia diocesano da Família” e a promoção de “uma acção coordenada entre a Pastoral Familiar, Catequese e Pastoral Vocacional”. Concretamente sobre o Ano Sacerdotal propõe-se a nível paroquial “celebrar condignamente o dia do Bom Pastor”, “valorizar o sacerdócio nas comunidades: intensificar a oração pelos sacerdotes e pelas vocações”, “promover a celebração individual do sacramento da reconciliação”, “realizar catequeses sobre o sacramento da Ordem” e “fomentar a participação representativa das comunidades paroquiais na Missa Crismal”. A nível vicarial pede-se para “realizar, onde for conveniente, nas primeiras quintas-feiras e com a colaboração dos sacerdotes da Vigararia, a adoração eucarística com a celebração do Sacramento da Reconciliação”. A nível diocesano determina-se a promoção do “Lausperene, habitual na Semana do Seminário, na Semana das Vocações” a valorização da “celebração dos jubileus sacerdotais” e a promoção de “um acto celebrativo para o encerramento do Ano Sacerdotal”. A apresentação deste Programa Pastoral para o ano que agora tem início será feita então, em traços sintéticos, no decurso da celebração prevista para o Centro Pastoral Paulo VI no próximo dia 4 de Outubro em Fátima.

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