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Programa pastoral 2006/2007 quer deixar animadores melhor preparados

Concretamente será pedido às comunidades paroquiais que façam o “levantamento das pessoas mais disponíveis e preparadas para o exercício do ministério de animador” e que promovam a sua formação “a nível metodológico litúrgico e bíblico”. À FOLHA DO DOMINGO, o Bispo do Algarve explicou que está em causa neste aspecto do novo Programa Pastoral. “Pretendemos que aos animadores que já existem nas comunidades lhes seja dada uma formação que os predisponha para exercerem melhor esse serviço nas paróquias”, afirmou D. Manuel Neto Quintas. O aspecto metodológico desta formação prende-se com o carácter “pedagógico”, de forma a esclarecer sobre os “princípios de funcionamento, de orientação e de animação”. No fundo, procurar-se-á que o animador fique a saber a forma e o modo como deverá animar o seu grupo ou comunidade. Os aspectos “litúrgico” e “bíblico” têm a ver com os conteúdos. “Pretende-se dar mais formação aos animadores ao nível da Liturgia e da Bíblia”, explicou o Bispo diocesano. Por outro lado, acrescenta o Prelado, “importa também fazer o levantamento de outros candidatos, para que possam surgir novos animadores”. À diocese algarvia, o documento programático irá ainda propor que “apoie a formação de animadores, particularmente na metodologia do funcionamento dos pequenos grupos e comunidades”, por exemplo servindo-se do CEFLA – Centro de Estudos e Formação de Leigos do Algarve. No âmbito desta proposta do Programa Pastoral, a diocese do Algarve pretende organizar nas restantes 5 vigararias aquilo que já se faz na de Portimão: a realização de cursos temáticos. “Uma vez que a dificuldade do CEFLA, nos últimos anos tem sido a falta de alunos, pensa-se que possa estender a sua acção, de maneira diferente, às vigararias, através desses cursos. Ainda que não sejam orientados directamente pelo próprio CEFLA, o importante é que haja a formação de leigos”, justificou D. Manuel Quintas. A experiência da vigararia de Portimão, o exemplo a seguir A experiência que se vem fazendo na vigararia de Portimão tem a ver com um conjunto de encontros vicariais sectorais, com sequência semanal, realizados com o objectivo de formar os diversos agentes de pastoral. Realizados nas instalações da comunidade da Mexilhoeira da Carregação (paróquia de Estômbar), estes cursos anuais destinam-se a catequistas, animadores, ministros de celebrações na ausência do sacerdote, ministros extraordinários da comunhão, acólitos, leitores, entre outros, dependendo da temática de cada ano. Há dois anos, o tema foi a Bíblia e no ano pastoral que passou os cerca de 150 participantes receberam formação sobre liturgia. O cónego José Pedro Martins, pároco da matriz de Portimão, uma das paróquias da vigararia portimonense, garante que “tem sido uma experiência muito interessante”, inserida no programa da vigararia, que vem de trás e que “as pessoas já esperam por estes encontros”.

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