Pese embora os trabalhos tivessem sido iniciados logo pela manhã, vieram a revelar-se infrutíferos, uma vez que depois de se ter procedido à deslocalização de seis lajes de pedra do solo da antiga catedral diocesana, não se conseguiu localizar a entrada da divisão subterrânea. Após um primeiro estudo geotécnico efectuado por meio de um sonar que apontava para a existência de um espaço aberto no subsolo da igreja, as escavações efectuadas não permitiram identificar nada mais para além de algumas ossadas humanas. Assim sendo, os trabalhos coordenados por Rosa Varela Gomes, investigadora da Universidade Nova de Lisboa, localizados por baixo do estrado que suporta o altar, tiveram de ser interrompidos para novo estudo geotécnico, que desta vez apontou para a possibilidade de a entrada estar noutra direcção. O reinício da intervenção está já agendada para o próximo mês de Março, altura em que aquela técnica se deslocará novamente ao Algarve. No decurso dos trabalhos, para além do pároco de Silves, o padre Carlos Aquino, esteve igualmente presente a presidente da Câmara de Silves, Isabel Soares, e Rosário Gordalina, da Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.