A obra, inicialmente projectada em 1998, agora concluída vem substituir a degradada casa, na rua Serpa Pinto, que chegou a acolher algumas jovens raparigas. Tendo apenas conseguido o apoio de várias entidades para a sua construção em 2001/2002, a Casa de Protecção à Rapariga só agora ficou concluída, facto que Vieira da Silva lamentou. “Não é razoável que um equipamento social com estas características exija tanto esforço e tanto tempo de espera para se concretizar”, disse. José Apolinário, presidente da Câmara de Faro, sublinhou que o município está a “trabalhar para promover a dignidade humana”. Aproveitando a ocasião, recordou igualmente o papel do Refúgio Aboim Ascensão e da Casa dos Rapazes, duas instituições farenses ligadas à protecção de menores e que são hoje referencias a nível nacional. O novo equipamento de solidariedade social, promovido pela Junta Diocesana de Faro, foi financiado pelo Centro Distrital de Segurança Social de Faro (65 por cento) e pela Câmara de Faro (25 por cento), que em 2001 havia já oferecido o terreno (junto ao antigo supermercado Horta, actual Feira Nova) para a concretização deste projecto que custou cerca de 700 mil euros. A entidade gestora da Casa de Protecção à Rapariga, embora com a designação de “Diocesana”, não pertence à diocese do Algarve, mas no entanto tem inspiração cristã. A Casa de Protecção à Rapariga terá capacidade para acolher 36 jovens do sexo feminino, entre os 12 e os 18 anos, incluindo de origem estrangeira, sendo que nesta primeira fase terá a funcionar uma valência de Centro de Acolhimento Temporário (18 utentes) e duas unidades de emergência. Actualmente conta com sete raparigas no centro. A cerimónia contou igualmente com a celebração da bênção da nova obra, presidida pelo Bispo do Algarve, D. Manuel Quintas, que esteve também presente.