Quinta-feira 22 de Agosto de 2019
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Próximo projecto pastoral da diocese algarvia poderá ser de 6 anos

Após o almoço, o Bispo do Algarve analisou as perspectivas de acção pastoral para a Igreja do Algarve e abriu os horizontes para um futuro para além do ano pastoral que agora começou. “O objectivo desta intervenção é por-nos a reflectir ao longo deste ano, para encontrar caminhos iluminadores de uma Igreja que é peregrina e que tem de continuar a ser peregrina. E, olhando um pouco ao longe, talvez até por um período de 6 anos e não apenas de três, no fim deste ano pastoral, lançarmos algumas orientações programáticas. Algo que nos ajude a caminhar nos próximos anos”, começou por esclarecer D. Manuel Quintas. “Prefiro que seja toda a Igreja diocesana a reflectir ao invés de ser o Bispo diocesano a ditar o caminho a seguir”, afirmou, comprometendo as paróquias, as vigararias, o Conselho Diocesano de Pastoral e a sua Comissão Permanente nesta construção futura. Reajustamento territorial, estrutural e pastoral Convidando os presentes a olhar a Igreja diocesana “com um olhar de fé, de profundo realismo e de esperança”, D. Manuel Quintas recordou na sua intervenção alguns aspectos que convém ter presentes na elaboração e execução de um Programa Pastoral. “Não será uma fórmula mágica a salvar-nos, mas uma Pessoa: Cristo”, lembrou o Prelado, para quem “não se poderá pretender continuar a dar as respostas de sempre com as estruturas de sempre às situações novas que hoje constituem o tecido social, cultural e religioso do povo algarvio”. Depois de se deter na anáilise detalhada dos resultados dos Censos e do recenseamento da prática dominical de 2001, comparativamente com os de 1991, o Bispo do Algarve defendeu algumas consequências práticas que entende imporem-se. D. Manuel Neto Quintas, face aos dados apresentados, defendeu dever-se “repensar o modo como a diocese está estruturada ao nível das vigararias, paróquias, departamentos, secretariados, sectores, comissões”, “fazer um reajustamento territorial e pessoal, constituindo equipas para conjuntos de paróquias”, “promover uma pastoral apoiada numa comunidade ministerial, na valorização do domingo, e na Eucaristia, como elemento dinamizador e convergente de toda a acção pastoral”, “formar e preparar cristãos leigos para o serviço das pequenas comunidades, de modo a celebrarem festivamente o domingo” e “instituir o ministério do condutor/animador de celebrações dominicais na ausência do presbítero”. Perante a redução dos nascimentos, o Bispo diocesano defendeu ser urgente “investir apostólica e evangelicamente nas primeiras idades, bem como na formação de adolescentes e jovens, de modo a oferecer-lhes uma fé mais sólida e profunda”. Perante o aumento de praticantes masculinos e a diminuição de femininos, o Prelado diz que “urge continuar a fomentar o trabalho com jovens de ambos os sexos, valorizando cada vez mais a pastoral catequética à volta do Crisma, a pastoral matrimonial, à volta do Casamento e a pastoral familiar”. “Porque não há Eucaristia sem o ministério ordenado, urge intensificar uma pastoral vocacional que desperte as comunidades para a necessidade da Eucaristia e do sacerdócio e que comprometa as famílias com a doação dos seus filhos ao serviço do Evangelho, na diversidade das vocações. Urge também despertar para novas formas do exercício do ministério presbiteral, numa clara e assumida partilha das responsabilidades com os leigos. Urge repensar a distribuição do clero pelo território diocesano, de modo a atingir um melhor equilíbrio entre as necessidades das comunidades e o número de sacerdotes”, defendeu. D. Manuel Quintas entende também que se deve “continuar a investir na formação a todos os níveis”, sobretudo na “formação de animadores de grupos”, na “responsabilização de leigos para a acção pastoral das comunidades” e no “exercício dos ministérios laicais”. O Bispo do Algarve pretende que as prioridades da diocese algarvia sejam a Eucaristia, a evangelização, a família, a juventude e a pastoral vocacional.

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