Situada por detrás do liceu, esta pequena igreja foi construída no início do século XVI, utilizando o piso térreo da Torre de Atalaia de Santo António do Alto como capela-mor. Erguida em 1352 com o objectivo de vigiar a costa e avisar a população farense da aproximação de embarcações piratas, a Torre de Atalaia de Santo António do Alto está intimamente ligada ao surgimento de uma modesta ermida medieval dedicada à invocação do mais popular santo português, Santo António de Lisboa, cujo culto cresceu extraordinariamente ao longo do século XIV. De facto, ainda que a igreja que hoje conhecemos resulte das campanhas de obras efectuadas durante o século XVIII, a verdade é que o grande motivo de interesse deste templo religioso reside na capela-mor manuelina construída em 1534 no piso térreo da Torre de Atalaia de Santo António do Alto. O autor da publicação de 88 páginas explica que “pelo seu valor histórico e artístico, este interessante exemplar da arquitectura religiosa algarvia do período dos Descobrimentos Marítimos assume um lugar relevante entre o rico património cultural algarvio, que importa divulgar e salvaguardar”. Jorge Carrega lembra que “a defesa do património histórico é um factor essencial na defesa da identidade histórica e cultural dos povos”. “Nesse sentido, é de grande importância que o estudo e a defesa do património cultural do Algarve sejam assumidos como prioridade estratégica pelas entidades responsáveis, pois este, não só constitui uma importante mais-valia para a valorização da oferta turística da região, como também um valioso instrumento educativo das novas gerações”, justifica, acrescentando que “para melhor protegermos o nosso património histórico e cultural, é preciso conhecê-lo”. O padre Joaquim Nunes, director do Secretariado do Património Cultural da Igreja da Diocese do Algarve, que subscreve o prefácio considera igualmente que “o valor e importância do património de Santo António do Alto, evidenciado neste estudo, impõem e garantem um lugar no conjunto patrimonial da cidade”. “Este lugar justifica desdobrados meios: guias e roteiros, monografias e outros meios de divulgação. E, mais do que tudo isto a disponibilidade ao olhar do visitante. Pelo olhar se pode entrar em comunhão com as experiências tanto do passado como do presente e passar da visibilidade para a contemplação do belo como do mistério. Este trabalho é um passo neste caminho”, refere. O lançamento da obra que já se encontra à venda na livraria Paulinas Multimédia em Faro deverá ser realizado em Setembro próximo.