Segunda-feira 19 de Agosto de 2019
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RELATÓRIO DA ONU SOBRE A IGUALDADE ENTRE SEXOS PARA O DESENVOLVIMENTO

É taxativo o referido relatório ao afirmar que as condições de vida e a promoção dos direitos das mulheres é um factor essencial para atingir os objectivos do Milénio definidos pela o­nU em 2000, sendo o principal a redução da pobreza para metade até 2015, para que se verifique essa melhoria das condições de vida das mulheres serão precisas, segundo a o­nU, «três intervenções particularmente estratégicas»: a educação, a saúde reprodutiva e as oportunidades económicas. A respeito da educação o relatório aponta 500 milhões de raparigas analfabetas, em comparação com 280 milhões de homens. Como exemplo, refere a África subsariana o­nde apenas 49 por cento das mulheres completam o ensino primário e 30 por cento o ensino secundário. O documento diz ainda que, segundo especialistas, o ensino secundário está associado a melhores perspectivas económicas, a mais saúde reprodutiva, a mais consciência do programa do HIV/Sida e a uma mudança de atitude em relação a práticas nocivas como a mutilação genital feminina. E acrescenta: “cada ano de ensino que uma mãe conclui, as taxas de mortalidade de menos de 5 anos sofrem uma redução de 5 a 10 por cento. O relatório faz ainda referências à desigualdade entre sexos com prejuízo para as mulheres que recorrem ao crédito.Regista, igualmente, as doenças e a morte de meio milhão de mulheres devido a problemas com a saúde reprodutiva.E fala da vulnerabilidade das mulheres e raparigas a respeito da transmissão do vírus HIV/Sida, pois, dos 40 milhões de infectados no mundo, metade são mulheres. E vai referindo números assustadores de mulheres e raparigas vendidas e traficadas, vítimas de exploração sexual e de violência, um autêntico calvário de sofrimentos… E o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP) termina com algumas recomendações e pedidos dos quais destacamos: um reforço dos cuidados de saúde sobretudo no que diz respeito a África o­nde há apenas um médico para 10.000 pacientes, enquanto nos Estados Unidos a proporção é de 1 para quinhentos; além disso, África precisa de mais de um milhão de funcionários de saúde. Finalmente diz a agência das Nações Unidas que há recursos suficientes para se atingir os objectivos e solucionar todos os problemas que o relatório especifica, assim haja vontade política para o fazer.

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