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RELATÓRIO DA ONU SOBRE A SITUAÇÃO MUNDIAL DA JUVENTUDE

A publicação referida foi da responsabilidade do Departamento para os Assuntos Económicos e Sociais. Os dados que ali se publicam assustam-nos e vêm comprovar o que, de certo modo, já se sabia, muito embora sem números estatísticos… Assim, e esquematicamente ficamos a saber que mais de duzentos milhões de jovens vivem em estado de pobreza total; cento e trinta milhões são analfabetos; oitenta e oito milhões estão desempregados e dez milhões estão infectados com o vírus da SIDA. Ao mesmo tempo, o relatório revela outra situação deveras preocupante, referindo que cento e sessenta milhões de crianças sofrem a mais profunda desnutrição, donde se deduz que essas mesmas crianças, tornadas jovens, irão continuar a sofrer todas as consequências das condições miseráveis de pobreza e desnutrição em que, actualmente, vivem. Além disso, muitas dessas crianças vivem em campos de refugiados sempre a saltitar de lugar para lugar acentuando-se, deste modo, todas as suas carências… Aponta ainda o relatório que dezoito por cento da população juvenil mundial, ou seja, cerca de 210 milhões de jovens vivem com menos de um dólar por dia e uns cento e quinze milhões de jovens sobrevivem com menos de dois dólares diários. E particulariza ainda aquele relatório esclarecendo que, só no sul da Ásia, oitenta e quanto milhões de jovens vivem com um dólar por dia e cerca de duzentos e seis milhões vivem com dois dólares diários. Quanto ao acesso à educação e ao ensino, o relatório regista cento e trinta milhões de jovens analfabetos e daí o agravar-se a situação de carência a vários níveis, incluindo, está claro, o laboral. Às milhões de jovens sem emprego juntam-se outros milhões com trabalho precário e com remunerações a que poderíamos chamar de simbólicas!… Refere também o relatório a trágica realidade dos jovens seropositivos, esse terrível flagelo da SIDA que é, sem dúvida, a causa principal de morte, no mundo juvenil. Os números falam por si mesmos: Na África, o continente mais afectado morrem, devido à SIDA, 6,2 milhões de jovens; na Ásia 2,2 milhões; na América Latina 700 mil e nos países ditos industrializados 600 mil. Depois de tudo isto, podemos concluir que, de facto, o Departamento para os Assuntos Económicos e Sociais da o­nU tem razão quando nos alerta para o panorama mundial da juventude, manifestando a sua real e profunda apreensão.

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