Começando por se auto-apresentar, monsenhor Hugo de Macedo, que é natural de Santo Tirso, onde estudou e fez a vivência religiosa da infância, adolescência e parte da juventude, naquilo que classificou como «a época das descobertas dos anos 40», os contactos com as Congregações Marianas, a Acção Católica, as Conferências Vicentinas, a devoção a Nossa Senhora, o labor apostólico e a vivência com mundos vários – a cultura, a pobreza, etc., até à descoberta de «O caminho», de Escrivá («não havia um livro tão interpelante!») e a influência de D. Eurico Nogueira (hoje Arcebispo Emérito de Braga). Desses tempos afirmou: «Não há maior lucidez do que a da juventude». Depois em Outubro de 1948 teve o seu primeiro contacto pessoal com São José Maria Escrivã, de quem, décadas volvidas, afirmaria em Roma, a D. Ângelo Felicci (então Prefeito de Congregação dos Santos) «Ainda antes de o conhecer já sabia que era santo». Apontou como o grande sentido da acção evangélica da Opus Dei «Ele está no meio de nós», sendo este o motivador da vocação, o considerarmos Jesus sempre presente. «Escrivá não veio só dizer que é preciso ser santo, mas que há muita santidade no Mundo», afirmou na sua intervenção Monsenhor Hugo de Macedo, pois «a santidade não é uma perfeição, é uma entrega a Deus». Narrou factos vividos e atitudes havidas com São José Maria de Escrivá, entre as quais o seu sentido de amor à Pátria onde se nasce («ninguém me fez mais patriota»), do seu profundo conhecimento de Portugal e das suas coisas e da sua enorme gratidão.