Depois da recepção à imagem peregrina da Cova da Iria, a mesma foi levada em ombros directamente para a igreja paroquial, num curto percurso que a separa do ponto do qual se deu início ao cortejo em que participaram, para além das muitas centenas de pessoas, os Bombeiros Voluntários, o grupo Grupo Etnográfico de São Brás de Alportel e os membros do agrupamento local do CNE – Corpo Nacional de Escutas que está em processo de formação. Já no adro da igreja matriz, que se encheu com a multidão que acompanhou a imagem, da qual se destacava um numeroso grupo de adolescentes vestidos de túnica branca com uma tarja azul, o pároco voltou a dar, solenemente, as boas-vindas a Nossa Senhora. Repetindo um gesto que tem sido feito também noutras paróquias por onde tem passado a imagem mariana, o padre José Cunha Duarte subiu a um escadote para coroar Nossa Senhora de Fátima. Antes explicou a simbologia, garantindo que se tratava da coroação da Virgem Maria como a Rainha de Portugal, a Rainha da Igreja. Antes da celebração eucarística a que presidiu, mas já no interior da igreja paroquial engalanada com faixas alusivas à visita da Virgem de Fátima, agradeceu pela visita especial. “Neste momento, digamos apenas obrigado por esta bênção que nos dá Nossa Senhora”, afirmou. Na homília, tendo presente a celebração da solenidade de Cristo Rei que se assinalava naquele dia, lembrou que Nossa Senhora “deu à luz um menino: Cristo Rei”. “Maria, por aproximação, também é a nossa Rainha”, afirmou o prior, lembrando que “Maria participou no sofrimento da morte de Cristo na Cruz” e por isso mesmo é proclamada como a Senhora da Piedade, como acontece nas vizinhas paróquias de Loulé, podendo igualmente ser invocada como Senhora das Dores ou Senhora do Pé da Cruz. “Maria, Mãe da Piedade e das Dores é também Rainha e participa da mesa de Cristo. Por isso, estamos hoje aqui na Festa de Cristo Rei para celebrar o seu Filho, Rei do mundo, e Maria, Rainha da Humanidade”, referiu o padre Cunha Duarte à assembleia na qual se incluiu o presidente da Câmara de São Brás de Alportel, António Eusébio. Dirigindo-se concretamente às crianças recordou-lhes as aparições de Nossa Senhora aos pastorinhos de Fátima, encetando a interpelação com uma pergunta: “Sabeis como é que se chama esta imagem?”. Dando continuidade ao diálogo com os mais novos paroquianos deixou-lhes, como a todos os outros, uma certeza: “a maior alegria que podemos dar a Maria é receber Jesus na nossa vida”. “Iremos procurar valorizar presença da imagem peregrina de Nossa Senhora para que ela seja uma bênção no meio de nós”, frisou, informando que todos os dias, pelas 21 horas, seria realizada uma celebração na igreja e que todas as tardes a imagem mariana sairia para visitar os diversos lugares da paróquia. “Todos são convidados a vir escutar Maria, Ela que tem esta Palavra: «Fazei tudo o que o meu Filho vos disser». A única pregação que Maria fez foi esta. Fazer a vontade do seu Filho é a maior devoção a Maria”, concluiu. Amanhã, será a paróquia de Santa Catarina da Fonte do Bispo a receber a imagem da Virgem de Fátima, uma visita que se prolonga até ao sábado seguinte, dia 6 de Dezembro. Mais fotos, brevemente na Galeria de Imagens