Depois destes dias de encontro, de visita e de celebração, a comunidade ganhou uma motivação acrescida para o estudo e reflexão dos textos sagrados. A celebração de encerramento, no passado domingo, na igreja de São Pedro do Mar foi exemplo disso mesmo. Perto de um milhar de pessoas que participaram na Eucaristia dominical das 10 horas encheram por completo o templo e deixaram-se envolver pelo desfile bíblico que se tornou memorial de toda a história da Salvação. Adão e Eva, Abraão e Moisés, João Baptista e Nossa Senhora, Jesus e os apóstolos, foram alguns dos principais personagens bíblicos, trajados a rigor, que passaram diante de todos pelo altar. Na homilia, o padre Elísio Dias, pároco de Quarteira, interpelou os seus paroquianos sobre a necessidade da vivência do que tinha sido vivido. “Todos nos demos conta de que a Palavra de Deus é muito importante para o cristão. Vamos procurar vivê-la, não apenas através de uma encenação, mas na nossa vida. O teatro foi para nos lembrar e inculcar em nós a importância da Palavra de Deus, mas não podemos ficar aqui a contemplar figuras que representam uma realidade. É preciso, na vida, viver a palavra de Deus, não apenas com palavras, mas em obras e em verdade”, considerando que a Semana Bíblica funcionou como “despertador”. “O despertador toca para nos levantarmos. É hora agora de irmos dizer aos irmãos: vinde e vêde”, interpelou o pároco, considerando que “foi uma semana positiva e de muito trabalho, mas valeu a pena”, mostrando-se esperançado que ela frutifique. Também a a irmã Mariana Pereira, uma das religiosas do Instituto Missionário Filha de São Paulo (Paulinas) vindas do Porto para a dinamização desta Semana Bíblica, lembrou que “se tudo acabasse aqui” teria sido “tempo perdido”. A consagrada lançou então à numerosa assembleia o apelo para a participação de todos nos grupos bíblicos existentes na comunidade. Em cima da mesa ficou então a proposta de crescimento dos grupos já criados ou mesmo a criação de novos grupos. À FOLHA DO DOMINGO, a irmã Mariana Pereira considerou que “os objectivos desta semana foram cumpridos”, particularmente o mais significativo de todos que é o de “proporcionar um melhor conhecimento e contacto com a Sagrada Escritura”. No entanto, apesar de considerar que “foi muito bom”, a irmã paulina realça que a principal dificuldade se deveu à distância entre o Porto e o Algarve, que levou a que houvesse “falhas na preparação”, sobretudo ao nível do “envolvimento de todas as pessoas” da paróquia. “Gostaríamos de ter envolvido muito mais a paróquia”, refere a religiosa, embora reconhecendo que “as pessoas dos grupos bíblicos ficaram muito contentes e sentiram que valeu a pena”.