O novo Bispo do Funchal causou uma boa impressão nos primeiros contactos que tomou a iniciativa de estabelecer com os madeirenses, de tal modo que o “Diário de Noticias da Madeira” logo lhe chamou na edição de 19 de Maio “Bispo acessível”, destacando a sua personalidade “informal e sempre a sorrir”, que fez questão de “cumprimentar os jornalistas um por um”. Depois de ler a sua mensagem D. António foi saudar pessoalmente as crianças e os adultos que o aguardavam, assim mostrando em gestos concretos a proximidade episcopal, de tal modo que o mesmo e insuspeito matutino o definiu na sua edição de 20 de Maio como o “Bispo sorridente”. Todos os algarvios que se deslocaram à Madeira para acompanhar este seu ilustre conterrâneo no momento em que ele tomou posse como trigéssimo segundo Bispo do Funchal, puderam testemunhar a forma calorosa como os madeirenses o acolheram e ainda mais o modo afavél de um pastor que não aguarda num qualquer trono pelos seus fiéis, mas se aproxima deles de modo simples e sorridente, como alguém que sabe que chega para servir e mostra bem que, naturalmente, possui a vocação do serviço. A elevada expectativa que todos os madeirenses colocam no seu novo Bispo compreende-se melhor se tivermos presente que D. António sucede a um Bispo natural da Região, e que governou a Diocese durante um quarto de século, tendo imprimido fortemente a sua marca pessoal. Aliás D. Teodoro de Faria lega ao seu sucessor um patrimonio pastoral que qualquer Bispo gostaria de herdar: Um clero relativamente numeroso, qualificado, com uma média etária ainda jovem e como se não bastasse um Seminário cheio de vocações, onde ainda recentemente sete jovens foram instituidos em ministérios laicais. Este será o aspecto mais positivo e sem dúvida muito positivo, do ministério episcopal do antecessor de D. António Carrilho, mas outros existem a exigirem uma abordagem diferente para a qual se afigura ter o novo Bispo o perfil adequado. Efectivamente, espera-se uma maior participação e envolvimento dos leigos nas tarefas eclesiais, uma dinamica jovem e uma maior abertura a diferentes sectores da sociedade. De resto pudemos assistir à entrada solene do novo Bispo, com muita participação popular, grande cobertura mediática, com transmissão televisiva directa através da RTP Madeira e onde não faltaram as autoridades máximas da Região Autónoma. Uma referência ainda, para o facto de na homilia que proferiu na Sé do Funchal, o Senhor D. António se ter emocionado quando, quase no final, se referiu à Mãe Soberana. Tanta devoção e tamanho amor a Nossa Senhora da Piedade, a Loulé e ao Algarve são merecedores da nossa admiração e acima de tudo são motivo e justificação para sempre que visitarmos o Santuário da Senhora da Piedade em Loulé, lhe dirigirmos uma sentida prece pelo “seu” Bispo e pela sua acção pastoral na Madeira, para que Ela proteja este seu ilustre filho, que bem merece passar a ser conhecido entre nós como o “Bispo da Mãe Soberana”.