Segunda-feira 22 de Julho de 2019
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SERVIDORES DA VERDADE

Foi uma escolha feliz e oportuna: Por um lado ocorreu no passado dia 3 de Dezembro de 2005 o cinquentenário da «páscoa» desse grande Bispo do Algarve que foi o Senhor D. Marcelino Franco, natural de Tavira, de quem os tavirenses tanto e a tão justo título se orgulham; por outro, no próximo dia 2 de Setembro comemoram-se as bodas de ouro sacerdotais do Pároco de Tavira, Padre David Sequeira. Com a ordenação do Diácono Joel Pires Teixeira na belíssima Igreja do Carmo de Tavira, fomos ao encontro dos cristãos da cidade do Gilão, para com eles celebrar a alegria do ministério, a alegria do serviço à Igreja, a alegria de um jovem que diz o seu sim à Igreja, agora como Diácono, em breve, se Deus quiser, como Presbítero, mas que mesmo quando for Sacerdote, nunca deixará de ser Diácono! Também a data da ordenação foi uma escolha feliz: O mês de Fevereiro é um mês importante na história do diaconado pós conciliar. Foi no mês de Fevereiro, que há vinte e cinco anos, o Papa João Paulo II, como Bispo de Roma, ordenou os primeiros Diáconos Permanentes para a Diocese de Roma. Foi no dia 20 de Fevereiro do ano 2000, do ano jubilar (parece que já foi há tanto tempo…) que o Senhor D. Manuel Madureura Dias, ordenou os primeiros Diáconos Permamentes para a Diocese do Algarve. Foi ainda no mês de Fevereiro deste ano que o Diácono Rogério Egídio iniciou oficialmente o seu serviço de “Assistente Espiritual” do Hospital Distrital de Faro, passando a ser a presença diária e permanente da Igreja, o anunciador da Palavra de Deus, o rosto próximo e humano da Igreja, a imagem viva de “Cristo Servo” junto dos doentes daquela unidade hospitalar. O Papa Bento XVI, recebeu os seus Diáconos de Roma, no dia 19 de Fevereiro, para com eles recordar os vinte e cinco anos da restauração do diaconado permanente na Diocese romana e incentivou-os a serem “servidores da verdade” e “portadores da alegria que Deus quer doar a todos os homens”. O Papa salientou o serviço dos diáconos nas comunidades paroquiais de Roma, particularmente na pastoral baptismal e familiar, concretizando que “muitos trabalham em escritórios, hospitais e escolas”, o­nde “são chamados a ser servidores da Verdade”. No seu discurso, Bento XVI falou ainda do serviço da caridade que, disse, “pertence, desde o início, ao ministério diaconal: os sete, de que falam os Actos dos Apóstolos, foram eleitos para servir às mesas… Hoje, são muitos os pobres, provenientes de países distantes… que batem às portas das paróquias, para pedir ajuda. Acolham estes irmãos com grande cordialidade e disponibilidade”. Já no nº 21 da sua Encíclica “Deus Caritas Est”, o Papa fala da origem do diaconado nos tempos apostólicos, como “um ofício verdadeiramente espiritual (e não meramente “técnico de distribuição de bens”) que realiza um dever essencial da Igreja, o do amor ao próximo” e vê na diaconia, como ministério ordenado, uma “estrutura fundamental da própria Igreja”. O acolhimento dos pobres nas nossas comunidades cristãs, pobres não só de bens materiais, mas também e até principalmente de bens espirituais, é algo que tem de ser feito com muita caridade, com muito amor, com muito bom senso e realismo pastoral, sob pena de ignorarmos o maior mandamento, pois, como diz o Apóstolo “ainda que eu fale a língua de Deus e dos Anjos” ou ainda “que eu entregue o meu corpo às chamas”, “se não tiver caridade nada sou”. Se a Igreja e os seus membros, particularmente os seus pastores “não tiverem caridade” de nada nos aproveita. Servidores da Verdade, sim, mas sempre com caridade, até porque “Deus é Amor”!

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