A assinatura tem lugar na Sé de Lisboa, pelas 15h00, e conta com a presença do Ministro da Cultura, do presidente da Conferência Episcopal Portuguesa e do Cardeal-Patriarca de Lisboa. Em comunicado enviado à Agência Ecclesia, é referido que "as Catedrais de Portugal emergem na comunidade nacional como um tecido nevrálgico de memória e de identidade, profundamente caracterizador do território e das suas gentes. Vicissitudes várias impediram até ao presente que este património reconhecidamente singular fosse considerado como um todo coerente e estruturado". O projecto Rota das Catedrais procura devolver a estes monumentos uma atenção global e corresponsabilizante, assumindo-se como dinamizador de uma actuação concertada, criteriosa e exigente, não apenas para acudir a situações da mais evidente degradação, mas sobretudo para através de uma qualificada intervenção de recuperação e conservação dos seus valores patrimoniais inestimáveis, constituir-se como uma oferta cultural de excelência, capaz de devolver os monumentos à Comunidade e, assim, de envolver a Comunidade na sua protecção e valorização. A recuperação e valorização do património catedralício, de singular valor religioso, cultual, simbólico, patrimonial, histórico e cultural, pressupõe a firme vontade das instituições envolvidas em partilhar os patrimónios assim requalificados com a Comunidade, no seu mais amplo sentido, seja através de serviços de visita, por via de espaços musealizados, ou outras valências, como arquivos e bibliotecas, ou por via de uma programação cultural exigente, que contribua de forma decidida para a valorização das pessoas. As Catedrais darão um contributo significativo e único para a promoção do País em termos culturais, com uma forte incidência na qualificação de oferta turística, intervindo na dinamização de um desenvolvimento sustentável e integrado, profundamente potenciador de sinergias em domínios transversais à vida comunitária. A execução do projecto Rota das Catedrais, tendo como horizonte a oportunidade única de qualificação que o Quadro de Referência Estratégico Nacional significa e traduz, no horizonte cronológico 2009-2013, exige das partes envolvidas, e a envolver, um compromisso decidido para o estabelecimento de parcerias firmes, fundamentais para a concretização das contrapartidas nacionais a afectar às intervenções a realizar.