Segunda-feira 11 de Novembro de 2019
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Sete cicloperegrinos pedalaram até ao Santuário de Fátima

Como assistência tiveram um carro de apoio da Sociedade Recreativa Cacelense, conduzido por Adriano Gonçalves. As Juntas de Freguesia de Santa Maria de Tavira e Vila Nova de Cacela também se associaram a esta cicloperegrinação, ofertando placas comemorativas. Partiram de Tavira na manhã de quinta-feira, dia 7 de Junho, com tempo bom para a prática do ciclismo, em direcção a Beja, numa distância de 145 quilómetros, passando por Vila Nova de Cacela, Castro Marim, Odeleite e Mértola, sendo acompanhados, somente nesta etapa, pelos cicloperegrinos de Vila Nova de Cacela, José Roberto e António Manuel Norberto. Chegados a Beja, e depois do banho retemperador, seguiu-se o almoço convívio, motivo para reviver pequenas peripécias da viagem. Houve depois tempo para participar na Eucaristia e procissão do Corpo de Deus e ainda para visitar a cidade. No segundo dia, sexta-feira, dia 8 de Junho, também com bom tempo, que sempre os acompanhou, fizeram-se à estrada para chegar a Mora após 145 quilómetros, deixando para trás Cuba, Alvito e Montemor-o-Novo. Ao fim da tarde, em Mora, aproveitaram para conhecer a localidade e visitar o Fluviário de Mora, onde se pode fazer uma viagem ao longo do curso de um rio, conhecendo espécies, algumas já desaparecidas dos estuários, e diferentes tipos de habitats. No sábado, dia 9 e terceiro dia, percorreram 150 quilómetros, de Mora a Fátima, passando por Azervadinha, Coruche, Alpiarça, Golegã e Ourém. Chegados a Fátima, depois do retemperador banho e jantar, distribuíram-se lembranças alusivas ao evento. À noite todos rumaram ao Santuário, e cada um teve oportunidade de participar nas cerimónias religiosas. O domingo, dia 10 de Junho, foi dedicado ao regresso, após participação, logo de manhã, na Eucaristia dominical, na Basílica do Santuário. "Peregrinar não é apenas fazer caminho, deslocar-se de um lado para o outro. Peregrinar, mais que uma deslocação exterior, pressupõe uma deslocação interior. É ir à procura de um modelo, à luz de Deus. É um esforço para nos aproximar desse modelo. Portanto, peregrinar não é fazer turismo, ou, no nosso caso, cicloturismo", explicam os participantes, com esperança de para o ano poder voltar a repetir a iniciativa. Este grupo, desde 1997, vem concretizando o objectivo de pedalar anualmente de Tavira até Fátima, conciliando a prática do cicloturismo com o lado espiritual.

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