A este respeito, seria de toda a conveniência atentarmos no que vem publicado no "vocabulário básico da liturgia" do Centro Pastoral Litúrgico de Barcelona que diz o seguinte: "Nós, os cristãos, fazemos com frequência o sinal da cruz nas nossas pessoas. A nós fazem-no-lo outros, como no caso do Baptismo, da Confirmação, da Penitência e das bênçãos. Ao princípio, parece que era costume fazê-lo apenas na fronte. Depois estendeu-se ao que hoje co-nhecemos: fazer uma grande cruz da frente ao peito e do ombro esquerdo ao direito ou então a tríplice cruz pequena na fronte, na boca e no peito, como é o caso da audição do Evangelho na Missa. É um gesto simples, mas cheio de significado. O sinal da cruz é uma confissão da nossa fé: Deus salvou-nos na Cruz de Cristo. É um sinal de pertença, de posse. Ao fazer sobre nós este sinal, é como se disséssemos: "Estou baptizado, pertenço a Cristo, Ele é o meu Salvador, a Cruz de Cristo é a origem e a razão de ser da minha existência cristã". Em todas as celebrações litúrgicas, o sinal da cruz está sempre presente. Na Missa, benzemo-nos no começo, ao escutarmos o Evangelho e no final, quando recebemos a bênção. E os que rezam a liturgia das Horas, benzem-se no começo de cada hora e no início dos cânticos evangélicos que são, precisamente, o "benedictus", o "magnificat" e o "nune dimittis". Ao recebermos o sacramento da Penitência, o ministro traça o sinal da Cruz sobre o penitente quando lhe dá a absolvição e o penitente fá-lo também nesse momento. Todas as bênçãos, quer de pessoas, quer de coisas costumam expressar-se com o sinal da cruz… É de referir o significado do sinal da cruz no Baptismo que o sacerdote, os pais e os padrinhos fazem na fronte da criança, infelizmente, muitas vezes, sem a devida convicção. Quem dera pudéssemos todos fazer sempre o sinal da cruz, o sinal da nossa Salvação, com atenção e fé!…