Segunda-feira 11 de Novembro de 2019
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SOLIDARIEDADE COM OS CRISTÃOS DO IRAQUE

Este bárbaro atentado terrorista teve lugar em Mossul, cidade do Norte do Iraque, capital da província de Nínive, a nossa conhecida Nínive que ouviu os apelos de conversão do Profeta Jonas! Parece mentira… O Padre Ragheed Ganni, licenciado pelo Angelicum de Roma em Eclesiologia Ecuménica e os Diáconos Basman Yousef Daoud, Ghasan Bidawid e Wadid Hanna foram vítimas do disparo intencional de armas automáticas, disparadas à queima roupa, depois de o automóvel em que pretendiam sair do local ter sido impedido de continuar a sua marcha. Dias antes, em Bagdad, o Convento das Irmãs do Coração de Jesus fora ocupado por radicais que o transformaram num quartel de terroristas. Já depois do atentado que vitimou em Mossul aqueles quatro clérigos católicos de rito caldeu ou síro-oriental, duas igrejas foram atacadas em Bagdad e uma delas foi mesmo convertida em mesquita. Antes da queda de Saddam Hussein, os cristãos de diferentes confissões e antigos ritos orientais, consti-tuiam no Iraque uma minoria respeitada e tolerada de cerca de um milhão de pessoas. Actualmente, os cristãos, predominantemente católicos e ortodoxos, são vítimas de perseguição metódica e sistemática, coagidos e emigrar ou a converter-se ao Islão, as igrejas são assaltadas, destruídas ou ocupadas, os cristãos são obrigados a fugir do País e a deixar todos os seus bens, os padres e religiosos são raptados, sequestrados e assassinados. Foi este o resultado conseguido pelos «cristianíssimos» senhores George Bush e Tony Blair, com a ajuda de outros irresponsáveis que, nunca nos cansaremos de repetir, desprezaram arrogantemente os avisos e os apelos do Servo de Deus João Paulo II, o maior Profeta do nosso tempo, que soube antecipar com grande lucidez que a invasão do Iraque iria redundar num inútil choque de civilizações e por reflexo num desgastante afrontamento de religiões. Foi isso que conseguiram, sem que se vislumbre uma possível futura pacificação, não só do Iraque como também de toda aquela vasta Região. Conseguiram pôr islâmicos contra cristãos, quando antes conviviam e se respeitavam. Conseguiram praticamente acabar com a presença dos cristãos na terra de Abraão e por este andar, acabarão também por obter o mesmo resultado na própria terra de Jesus! A situação agrava-se de dia para dia, de tal modo que o Presidente Hans-Peter Rothlin, da Fundação Ajuda à Igreja que Sofre, já avisou que “a perseguição aos cristãos tornou-se tão trágica que o futuro da Igreja no Iraque está em risco”. A solidariedade que nesta circunstância podemos manifestar pelos nossos irmãos do Iraque é rezar por eles, para que o sacrifício destes heróicos mártires, não seja em vão e possa mesmo ser semente da reconciliação e de paz para o Iraque, cuja população, islâmica e cristã, suspira ansiosamente por uma resolução definitiva do conflito, por uma superação do actual clima generalizado de ódio e violência, que foi iniciado por uma ilegítima invasão e ocupação estrangeira e que é alimentado por terroristas estrangeiros, provenientes de países vizinhos, que querem perpetuar o inferno do povo iraquiano, numa estratégia de afrontamento dos Estados Unidos da América e dos seus aliados.

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