Têm sido estabelecidos contactos por toda a vila, que se estenderão a algumas zonas da cidade de Tavira, com vista à angariação de fundos para a consecução da homenagem. A comissão executiva explica que “a contribuição financeira, de acordo com as possibilidades de cada um, determinará a amplitude da concretização dos objectivos propostos”, podendo os donativos ser entregues na Junta de Freguesia de Santa Luzia. A organização sublinha ainda que tem recebido “os maiores elogios pela iniciativa prevista”. Entretanto a Câmara de Tavira, que apoia a iniciativa, vai promover uma pequena requalificação do Largo Padre António do Nascimento Patrício, em redor da igreja, de forma a ordenar os estacionamentos de viaturas e proceder ao melhor enquadramento para a colocação do pretendido monumento. O artista convidado para efectuar o trabalho foi o escultor Álvaro Raposo de França, natural de Ponta Delgada, Ilha de São Miguel (Açores), com muitos trabalhos de escultura já realizados e erguidos nas mais variadas partes do País, destacando-se entre outros a estátua ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, em Santarém; a estátua dedicada ao Papa João Paulo II, erigida em Angra do Heroísmo, bem como muitos bustos de sacerdotes e escritores, onde se destaca o de Vitorino Nemésio, na Praia da Vitória, nos Açores. O busto que pretende perpetuar a memória do padre António Patrício na Vila de Santa Luzia, reproduzirá a sua imagem quando com apenas 24 anos de idade, quando tomou a seu cargo as paróquias de Tavira a que a comunidade de Santa Luzia pertencia. Fundido em bronze, com uma altura de 0,80 metros e assente sobre um plinto de pedra, terá um custo aproximado de 15 mil euros. Será ainda descerrada uma placa de homenagem a todos os benfeitores anónimos e entidades que contribuíram para a obra. A comissão organizadora explica ainda que a iniciativa é uma forma de homenagear o trabalho desenvolvido há 50 anos atrás pelo padre António Patrício, “quando se empreendeu o gigantesco esforço de levar por diante o objectivo de dotar esta localidade com um local de culto que respondesse às expectativas de uma terra em crescimento”. “Em meados do século XX, a velhinha capela de Santa Luzia apresentava-se em muito mau estado de conservação, mesmo em ruínas, tendo toda a década de 50 sido marcada pela determinante vontade levada a cabo pelo padre Patrício, no sentido de levar por diante o seu objectivo”, recordam, acrescentando que, “embora todo o Povo de Santa Luzia se tivesse empenhado num esforço colectivo em torno da casa da sua padroeira, é uma verdade incontestável que a obra não se realizaria se não tivesse tido à frente de toda a iniciativa, a alma corajosa e o seu espírito cintilante que nunca esmoreceu perante as inúmeras contrariedades que teve de enfrentar, para reedificar a nova casa de Deus, como orgulhosamente proclamava”, complementam.