A religião, mesmo para os que se dizem ateus, ela aí está, infelizmente, sob as formas mais diversas, com os seus ídolos e as suas aberrações… Para muitos, a ciência e a técnica assumem um papel de valor absoluto e por isso, capazes de explicar o mundo e os seus fenómenos por mais complexos e misteriosos que sejam… De facto, a técnica e a ciência podem proporcionar-nos as maiores facilidades e os maiores comodismos no nossa vida do dia a dia e isso, é sem dúvida, bom, contudo, na perspectiva cristã devem ser usadas sempre como meios, como valores relativos e não como valores absolutos… Além disso, neste nosso mundo denunciado por um materialismo prático e por um exacerbado hedonismo, o prazer é para muitos o valor dos valores e a ele só se entregam prestando-lhe, digamos assim um verdadeiro culto… Há ainda outros que, por um lado e convictamente se deixam envolver e se entregam a práticas pagãs e exotéricas e, pelo outro, renegam e desprezam tudo o que, de algum modo, lhes aponta para o transcendente. Estes, continuamente, inquietos saltitam de experiência em experiência, consultando bruxos, astrólogos e toda a espécie de adivinhos, cumprindo escrupulosamente todos os ritos e realizando todas as acções impostas para conseguirem alcançar o que aqueles lhe garantem que obterão… É a sua religião. Infelizmente, neste número incluem-se até alguns que se dizem cristãos, faltando-lhes, sem dúvida, o devido discernimento para poderem avaliar o logro e a embrulhada em que se deixaram envolver. Enfim, existem ainda muitos outros de variadíssimas expressões à margem e em substituição do culto devido somente ao Deus Criador e Senhor de todo o universo.