Este tempo de preparação para a Páscoa, a grande celebração do mistério da Salvação pela morte e ressurreição de Jesus Cristo, teve início no século IV, a seguir à paz de Constantino… Desde o início que, ligadas à Quaresma, estiveram a penitência pública e o Catecumenal. Quanto à penitência pública foi caindo em desuso, tendo ficado, contudo, no espírito dos fiéis a necessidade de se prepararem, por meio de certos exercícios e boas obras, para as festas pascais. Porém, o catecumenado que também caiu em desuso foi restaurado pelo Concílio Vaticano pois, infelizmente, o número de baptismos de adultos tem vindo a aumentar. Por esta razão, houve e há necessidade de uma adequada preparação em vista à celebração e à vivência dessa realidade transcendente na vida do homem. Por isso, é que tanto na nossa diocese como em todas as outras se passou a fazer, no 1º Domingo da Quaresma, a “eleição” dos catecúmenos para a fase da “iluminação”, entrando logo os “eleitos” em clima de retiro marcado nas últimas semanas quaresmais pelos chamados «escrutínios» com as «tradições», em que se entregam o Símbolo da Fé (Credo) e da Oração Dominical (Pai Nosso). Mesmo quando não houver catecúmenos nesta ou naquela comunidade, todos os fiéis são convidados a viverem a Quaresma em espírito catecumenal, preparando-se para a renovação das promessas do baptismo na Vigília Pascal. Sim, nessa santa noite, todos os fiéis, de velas acessas não vão renunciar a Satanás, às suas obras, a todas as suas seduções, a todo o pecado e sua escravidão e, ao mesmo tempo farão a profissão de sua fé com proclamação e assentimento dos artigos do “Credo”. E a Vigília termina com a Eucaristia em que, com verdadeira alegria, devemos manifestar o nosso agradecimento pelas maravilhas realizadas nesta noite »em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado».