Segunda-feira 14 de Outubro de 2019
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“Teresa do Menino Jesus continua a ser uma das grandes mestras de vida espiritual do nosso tempo”, considerou o Bispo diocesano

A Catedral da diocese algarvia, acolheu desde manhã cedo muitos fiéis que para lá rumaram para prestarem a sua última homenagem à Doutora da Igreja. Precisamente por causa do mau tempo, o acolhimento previsto ao relicário com um cortejo desde o Arco da Vila até à Catedral diocesano não pôde realizar-se. Assim, pelas 9 horas, as relíquias de Santa Teresinha entraram directamente na Sé, o­nde se encontravam já bastantes pessoas para participarem na oração de Laudes. Terminada a recitação, proporcionou-se um tempo de veneração pessoal e individual que se prolongou por quase hora e meia, inviabilizando os espaços de oração seguintes, orientados preferencialmente, primeiro, para as famílias, grupos e movimentos e depois para os jovens. Ao longo deste tempo, a fila de pessoas para chegarem até ao relicário, contendo os restos mortais da Santa de Lisieux, manteve-se compacta e uniforme. Largas centenas de pessoas fizeram questão de se abeirar do relicário lhe prestar a sua veneração. A terceira hora, vocacionada para as crianças da catequese, começou perto das 11.30 horas, altura em que quase todos já tinham tido oportunidade de se aproximar das relíquias de Santa Teresinha. Muitos meninos e meninas encheram então os primeiros lugares da Catedral para venerarem a Santa carmelita com cânticos, gestos e momentos simbólicos. A Eucaristia, presidida pelo Bispo do Algarve, começou pelas 12 horas com a Igreja completamente repleta de cristãos que entretanto continuaram a chegar durante toda a manhã. A Igreja algarvia, presidida por D. Manuel Neto Quintas, quis então louvar o Senhor “por todos os dons que concedeu a Santa Teresinha do Menino Jesus”. Na sua homilia, o Bispo diocesano, aproveitando o número significativo de crianças presentes, dirigiu-lhes as suas primeiras palavras. O Prelado garantiu-lhes que “Santa Teresinha viveu tudo, apesar de ter vivido poucos anos”, pois, “aos olhos de Deus, a idade não conta”, justificou. “Apesar de ter vivido apenas 24 anos estamos aqui todos, desde os mais pequeninos aos mais idosos, cativados pelos seu testemunho e pelo modo como ela viveu sua vida”, salientou D. Manuel Quintas. Reportando-se à Palavra de Deus escutada que convidava, como fez Jesus, à exultação e acção de graças a Deus, o Bispo do Algarve lembrou que “também a Igreja diocesana, no Carmelo, em Portimão, Tavira e agora reunida em Eucaristia, ergue a Deus uma oração de louvor e de júbilo, na veneração das relíquias de Santa Teresa do Menino Jesus, ao verificar como, ao longo da história, o Senhor continua a revelar-Se aos pequeninos e humildes, capacitando-os, pela acção do Espírito, para entenderem a beleza e a grandeza do seu amor e transmitirem-no, servindo-se de palavras que brotam espontaneamente do coração como expressão cristalina da acção de Deus na sua vida”. “Entre os pequeninos e humildes, resplandece Teresa do Menino Jesus, professa da Ordem das Carmelitas Descalças, cujas relíquias temos a graça e a alegria de venerar, esta manhã, na nossa Sé Catedral”, afirmou o Bispo diocesano. D. Manuel Quintas destacou que “Teresa do Menino Jesus continua a ser uma das grandes mestras de vida espiritual do nosso tempo, apoiada numa eminente doutrina que lhe mereceu a atribuição, pelo Papa João Paulo II, do título de Doutora da Igreja”. “Teresa oferece-nos uma síntese amadurecida da espiritualidade cristã: une teologia e vida espiritual, exprime-se com vigor e autoridade, com grande capacidade de persuasão e de comunicação, como demonstram o acolhimento e a difusão da sua mensagem no Povo de Deus”, sublinhou. O Bispo diocesano destacou então os três aspectos que “gostava que os cristãos algarvios retivessem da passagem de Santa Teresinha” pela sua diocese: “o seu amor pela Palavra de Deus, o discernimento do seu lugar na Igreja e o seu dinamismo missionário”. “Teresa fez (e continua a fazer no nosso tempo) resplandecer o fascínio do Evangelho, da Palavra de Deus. Teve a missão de fazer conhecer e amar a Igreja, Corpo místico de Cristo e tornou-se um ícone vivo daquele Deus que, segundo a oração da Igreja, ‘mostra o Seu poder sobretudo no perdão e na misericórdia’. Passa do amor à Palavra de Deus, ao seu lugar na Igreja e ao dinamismo missionário”, esclareceu D. Manuel Quintas. O Pastor da diocese incentivou os fiéis presentes a “acolherem o apelo à conversão, o amor com que Deus nos ama e a misericórdia de que Santa Teresinha foi testemunho”, mas também a “encontrarem o seu lugar na Igreja, através da inserção nas diversas comunidades”. “Só a partir daí é que resultará este dinamismo missionário que caracterizou a vida de Santa Teresinha”, garantiu. Por fim, deixou um apelo particular às jovens para que a Igreja diocesana seja “mais missionária”. “A nossa Igreja diocesana precisa do vosso amor. Precisa que ameis a Igreja como amou Santa Teresinha e precisa do vosso dinamismo missionário. Procurai ver em Santa Teresinha um modelo do vosso amor”, afirmou. A Eucaristia foi ainda concelebrada pelo vigário geral da diocese, o padre Firmino Ferro e pelo cónego monsenhor Sezinando Rosa, e ainda pelos padres António Rocha, Carlos de Aquino, Henrique Varela, Joaquim Nunes, José António Lopes, José Manuel Pacheco, Manuel Coelho, Manuel Magalhães, Manuel Rodrigues, Mário Barbosa, Mário de Sousa e Rui Guerreiro. No final da celebração os fiéis despediram-se do relicário, no largo da Sé, com salvas de palmas e pétalas de rosa. As relíquias seguiram para o Estabelecimento Prisional de Faro para uma celebração com os reclusos, rumando depois à diocese de Setúbal.

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