© Samuel Mendonça
© Samuel Mendonça

O treinador da equipa principal de futebol do Benfica assumiu perante uma assembleia de cerca de 110 pessoas que o que marca hoje a sua fé é a “descoberta de Cristo vivo”.

“Aquela mensagem de Cristo vivo que ouvi no Curso de Cristandade baralhou-me completamente”, testemunhou Fernando Santos. “Eu nunca pensei que Cristo estivesse vivo. Para mim, estava morto”, complementou, garantindo que a, “muito importante”, descoberta da ressurreição alterou completamente a sua maneira de pensar. “Se Cristo está vivo, então nós temos obrigação e a grande responsabilidade de o levar aos outros”, concluiu Fernando Santos, acrescentando: “interrogo-me muitas vezes: o que é que eu tenho de fazer para que outros possam descobrir esta grandeza?”.

No início da Ultreia Diocesana, realizada no salão paroquial de Santo André, na Penina (Alvor), o treinador-cursista começou por confessar que durante um período de tempo “muito longo” da sua vida, a Igreja não lhe “dizia muito”. “Mas a semente, que vinha do Baptismo, esteve sempre cá dentro. Hoje eu percebo isso”, afirmou Fernando Santos, reconhecendo que “o contacto pontual com Igreja” foi alimentando a sua fé.

Aos presentes, Fernando Santos salientou a necessidade da perseverança na fé, confessando que começou a descobrir a importância de levar Cristo aos outros no seu trabalho, não tendo vergonha de o anunciar. “Não temos todos os mesmos carismas, mas podemos todos dar o nosso contributo, basta que acreditemos que somos úteis ao Senhor”, afirmou, ilustrando com um episódio da sua vida profissional. “No futebol, por exemplo, não é fácil. Eu não posso ir para ali dar catequese, mas posso fazer algumas coisas. Uma vez, quando era treinador do Estrela da Amadora, pedi ao motorista do autocarro que saísse da auto-estrada e entrasse em Fátima. A maioria dos jogadores foi tomar café e eu fui ao Santuário. No primeiro dia fui sozinho, mas quatro anos depois, muitos deles já iam comigo”, recordou.

A terminar, afirmou que actualmente vive um dilema difícil. “Continuo a caminhar e a não ter medo de afirmar a minha fé e de ser cristão. Ele conta connosco e não nos esqueçamos: a vida não acaba aqui, por isso eu agora estou nesta descoberta difícil de saber o que devo fazer ou não fazer para poder participar da outra vida, que é mais importante que esta”, concluiu.

Samuel Azinhais, presidente do movimento no Algarve, após os testemunhos de alguns cursistas, afirmou que “é preciso fermentar de Evangelho os ambientes”. “Há irmãos e irmãs lá fora à nossa espera. Como cursistas temos esse dever. Não sejamos cursistas a 50, 60 ou 70 por cento, satisfeitos com o facto de termos conseguido levar alguém ao Curso. Somos um movimento que significa dinamismo. Vamos unidos fazer com que muitos irmãos na diocese do Algarve possam encontrar, através desta acção, a felicidade que Cristo nos oferece”, complementou.

A terminar, o Bispo diocesano renovou aos cursistas presentes a certeza deixada no final dos seus Cursos de Cristandade: “Cristo conta contigo”. D. Manuel Quintas lembrou ainda que “o Baptismo não perde validade” e pediu-lhes que se empenhem em motivar à participação nos quatro cursos que se esperam realizar no próximo ano pastoral.