Por qualquer razão, por mais inverosímil que possa parecer, todos os que nasceram ou habitam no Algarve, estão intrinsecamente, em níveis de maior ou menor pendência, ligados ao turismo, dada a plena transversalidade deste sector, hoje a grande base do tecido económico regional. Para nós, católicos, preciso é que a estação turística alta, não seja motivo de pausa evangélica ou de fuga, num deitar para trás das costas, o pleno cumprimento do que a nossa crença nos impõe, voluntariamente é certo, dado esse poder extraordinário de liberdade que Deus Pai nos concedeu, mas com o assumir autêntico daquilo que dizemos professar. A vivência deste tempo, que ocorre entre 15 de Junho e 15 de Setembro e bom, inclusive por questões de justiça social, o fosse durante todo o ano sem estas quebras que a sazonalidade determina, traz-me sempre à lembrança o episódio do Antigo Testamento ocorrido entre o Sacerdote Melquisedeque e o Profeta Abraão. O primeiro, ao invés do que havia sucedido às gentes de Abraão, recebeu-os como irmãos, sem ódios nem guerras, sem quezílias nem aversões, sem espadas desembainhadas mas o coração receptivo às suas vindas. Assim o devemos ser, não apenas em motivo da tradicional e ancestral hospitalidade das gentes algarvias, mas com os o lhos no ensinamento de Jesus Cristo nesse admirável testemunho do Mandamento Primeiro – "Amai-vos uns aos outros", que é o "Pai Nosso".