A este estado da Nação encontra-se implícito, um sentido maior de justiça social, de apoio aos mais desfavorecidos, de educação, saúde e cultural, numa desejada aproximação aos países de primeira linha da Europa Comunitária. Sabemos e até entendemos, face a tão múltiplos e diversificados factores, que existe uma plena saturação dos cidadãos, uma notória e indesejável repulsa e um enquistamento do desinteresse ante o cumprimento do direito e do dever primeiros que a Democracia nos impõe – o votar. Dele não devemos, sob nenhum pretexto, por mais justificado que o esteja, prescindir, sob pena de sermos co-autores de gestões que repudiamos ou de serem os outros e sempre e só os outros a decidirem por nós. Certo é que, mesmo quantos não têm filiação político – partidária, todos temos opções na república e naquilo que consideramos os caminhos e veias que a Lusitana Grei deve tomar. Para nós, católicos, de acordo com as nossas consciências, formação espiritual e caminhos de vida rumo ao Pai, a opção de votar em concordância com os ideais que professamos e tendo em conta a múltipla matéria doutrinal da Igreja que, emanada dos vários Pastores (Papas, Bispos e Presbíteros) nos tem sido legada, é irrecusável e personalizada. Não se trata de misturar Religião e Política que, em função dos valores mais elevados em causa, não devem, quanto a nós, andar assim tão estancamente distantes, como alguns pretendem. Nesta matéria estamos em plenitude de acordo com o mártir e político inglês, São Thomas Moore – “Primeiro Deus, depois o Rei”. Votar e de acordo com a nossa consciência face às opções que nos são colocadas e à exequibilidades das mesmas, é um dever indeclinável!