Esta iniciativa, quando aquele sacerdote, cuja vida por motivos de saúde tem sido um constante testemunho da vivência com o sacrifício de Jesus Crista, completou 70 anos de idade e 43 anos de Ordenação, ao deixar a capelania do HDF, missão que exerceu durante 37 anos consecutivos com uma total, solidária e plena dedicação, qual o alentejano «João Cidade», mais tarde canonizado como São João de Deus, na sua vivência e apoio aos pobres, aos desesperados, aos aflitos, a quantos ali internados e seus familiares, viviam dramas mil, surgiu na espontaneidade da comunhão havida e participada que o padre Coelho soube fomentar. Com o Bispo diocesano concelebraram, para além do homenageado, o vigário geral da diocese, padre Firmino Ferro, os cónegos Gilberto Soares Santos e Rosa Simão, os padres Joaquim Nunes, Henrique Varela, José Cunha Duarte, Mário Sousa, Rui Barros, António Rocha e Júlio Tropa Mendes, da diocese do Algarve e o padre António Antunes, da diocese de Coimbra e que durante 40 anos foi o pároco da Comunidade Natal do padre António Coelho, participando também os diáconos Rogério Egídio (capelão do HDF), Luís Galante e Joel Teixeira. Com um significado muito especial a presença da mãe do homenageado bem como outros familiares, assim como o Conselho de Administração daquela unidade hospitalar, seminaristas, médicos, enfermeiros, funcionários administrativos e auxiliares; voluntários e muitos amigos. Nas palavras iniciais D. Manuel salientou as razões maiores deste «Louvor a Deus» pelo «padre, o homem, o irmão e o amigo que nos deu e que esta Eucaristia, em união com o sacrifício de Cristo Redentor, seja a melhor homenagem e o melhor louvor». Na homília que proferiu após a leitura do Santo Evangelho o Bispo diocesano voltou ao focar o sentido da Concelebração Eucarística como a integração acontecimento e as vicissitudes da vida e quantos com elas se cruzaram na oblação oferecida por Cristo ao Pai pela humanidade». Teceu depois significativos considerandos sobre a acção do Capelão Hospitalar («uma presença amiga, solidária, familiar e fraterna»), referindo-a como «uma atitude do próprio Cristo quando se cruza, escuta, anima, acolhe ou simplesmente está como Jesus e sem fazer os milagres de cura que o Redentor fazia, animando com a sua palavra e a sua presença», numa clara referência aos trinta e sete anos do padre Coelho naquele hospital, pois ao «o amor solidário, a presença amiga, a oração, toda a dimensão espiritual ajuda o doente destabilizado, fragilizado e fragmentado pela doença». D. Manuel comentou também para além do texto evangélico a epístola de São Paulo aos Coríntios na dimensão do amor desinteressado e gratuito, apontando a encíclica de Bento XVI «Amor Charitas Est» na plena expressão do Mandamento Divino «Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei», referindo que «é fundamental na nossa vida cultivarmos esta atitude de amor, pois que vivendo a vida desta maneira é valorizar o próprio testemunho de Cristo, já que o egoísmo e todas as formas de relativismo são a negação da própria vida». O Bispo do Algarve apontou a acção, a vida e a disponibilidade do homenageado como «uma vida marcada por uma amor desinteressado e fraterno na partilha deste amor, que tem uma força em si mesmo que é impossível superar». Nas suas palavras finais agradeceu todos os serviços prestados à diocese pelo padre António Coelho e destacou o papel da mãe deste sacerdote, «pelo filho que colocou os seus dons ao serviço do Povo de Deus». Mais tarde teve lugar um jantar de convívio e homenagem na Quinta Nossa Senhora Menina, anexa ao Colégio de Nossa Senhora do Alto e durante o qual vários oradores enalteceram a figura do homenageado nas suas múltiplas missões – Seminário Diocesano, Obra da Santa Zita, Escola de Hotelaria e Turismo do Algarve, Escola de Enfermagem, Hospital Distrital de Faro, Pastoral da Saúde, etc. bem como na sociedade o­nde tem exercido uma constante missão evangelizadora. Capelania do Hospital Distrital de Faro O Serviço Religioso / Capelania do Hospital Distrital de Faro, de que é Capelão o Diácono Rogério Egídio, desenvolve urna vasta acção espiritual e religiosa a todos os doentes respeitando as convicções de cada um. «Conduz-nos a certeza de que o tempo da doença não tem que ser somente um momento mau da vida. Pode ser uma oportunidade de encontro consigo próprio, de aprofundamento do sentido da própria vida, de redescoberta do amor dos outros, de crescimento na relação com Deus…», é afirmado em mensagem pessoal dirigida a todos os internados pelo Capelão Rogério Egídio. A Capelania, que se situa no piso 2, no cimo das escadas da entrada principal, junto à Portaria, encontra-se aberta entre as 10 e as 17 horas e o Capelão é contactável 24 horas por dia pelo telemóvel 919 111 775, desenvolve em especial a sua acção através de Serviços de Comunicação Ecuménica e Inter — religiosa; de Apoio às Famílias; da Biblioteca de Espiritualidade dos Doentes; de Assistência Religiosa Católica (Sacramentos da Unção dos Enfermos, da Reconciliação e da Distribuição da Sagrada Comunhão, da Celebração da Palavra (diariamente, na Capela do Hospital às 16 horas e aos Domingos às 10 horas).