Cerca de 330 algarvios, de 15 conferências do Algarve, acompanhados pelo padre Carlos de Aquino, o seu assistente diocesano, tomaram parte na peregrinação nacional. No sábado à tarde, a conferência apresentada na Assembleia da Sociedade de São Vicente de Paulo, no Paulo VI, subordinada ao tema ‘Vicentino, terra de missão’, foi da responsabilidade do sacerdote algarvio, tendo o assistente diocesano no Algarve referido que “o vicentino é um crente”. “Sendo Jesus Cristo o rosto da misericórdia de Deus, o vicentino é, como crente, verdadeira terra e rosto da misericórdia”, afirmou o padre Carlos de Aquino, referindo-se ainda à necessidade de “evangelizar os pobres para os salvar pela misericórdia e pelo amor” como a missão dos vicentinos “na fidelidade às origens” e à sua própria identidade. Antonino Magalhães, presidente do Conselho Central do Algarve e vice-presidente adjunto do Conselho Nacional, sublinhou à FOLHA DO DOMIGO a colaboração e o testemunho dado pelos vicentinos algarvios na peregrinação nacional presidida por D. Aurélio Escudeiro, Bispo Emérito de Angra. João Armando Rocha, o presidente do Conselho Nacional da Sociedade São Vicente de Paulo destacou também a importância de ir “beber uma inspiração” para a acção que desenvolvem durante o ano. A sociedade tem de estar atenta às novas formas de pobreza que se apresentam. Nesse sentido, e considerando a Nota Pastoral, emitida no dia 19, pela Conferência Episcopal Portuguesa sobre “Desenvolvimento e Solidariedade”, “percebemos que essas preocupações são comuns com as que manifestamos”, confirma João Armando Rocha. A acção da Sociedade São Vicente de Paulo é “a primeira ajuda”, que resolve no imediato um problema da pessoa carenciada, mas que encaminha para um projecto de vida com respostas a longo prazo. Um trabalho contínuo e que os Vicentinos apostam em fazer mas que também ele, precisa de ajudas.