Lê-se na Nota Introdutória do Plano de Actividades para 2005 («um ano muito exigente em termos de ajudas materiais…»), que: «Pelas razões que todos conhecem, que têm a ver com a situação económica que o País atravessa e num cenário agravado ainda pela contenção nas despesas do Estado em áreas como a da assistência social, as dificuldades dos mais desfavorecidos vão crescer». Mas neste confronto entre as suas capacidades e carências, mas «com muita fé e de terminação» estão os Vicentinos de Faro «atentos e solidários, para que possamos dentro das nossas possibilidades tentar debelar ou atenuar as muitas situações de pobreza», contando «como sempre com a generosidade de todos e a ajuda de Deus». Com um orçamento de 13 mil 690 euros, que se propõem distribuir pelos auxílios domiciliários, medicamentos, a presos, às vítimas de calamidades naturais, de incêndios e outras, a Conferência Beato Nuno de Santa Maria apresenta entre as suas propostas de actividades: encontrar formas para aumentar o número de subscritores; sensibilizar as pessoas para que se juntem a nós neste serviço de amor ao próximo; solicitar às entidades oficiais e particulares o seu apoio para que possamos chegar às muitas famílias que, diariamente, nos solicitam ajuda; aumentar o número de famílias apoiadas e tentar pagar todas as receitas de medicamentos apresentadas por muitos que não dispõem de recursos para se alimentar; continuar a assistir, semanalmente, os reclusos do Estabelecimento Prisional de Faro e ajudar materialmente algumas das suas famílias; colaborar com a Segurança Social no transporte e distribuição de géneros alimentícios no âmbito do «Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados», não obstante a inexistência de qualquer espaço físico para recolha dos produtos ou meios de transporte e participação na Peregrinação Anual a Fátima, que se realiza em Abril e nas diversas assembleias promovidas pelo Conselho Central do Algarve. Um programa de vivência do espírito do Evangelho que é testemunhada nas palavras: «E com Fé e Esperança no futuro, Fé e Esperança que nos vem de Deus que continuaremos determinados a ir ao encontro dos mais desfavorecidos».