Conhecemos, aqui na Diocese Algarvia, largas dezenas de casos, de quem nunca assumiu o Matrimónio, para ir com o «Irmão padre» para esta ou aquela Paróquia, tantas e tantas vezes em zonas do Interior e lhes prestarem todo o apoio, solicitude e os serviços domésticos que uma residência, para mais uma Casa Paroquial, comporta. Foi uma das amizades grandes que ao longo da vida construímos com uma das autoras destas «vidas consagradas», outras Marta de que nos fala o Evangelho do nosso tempo e, talvez de todos os tempos, a sempre lembrada «Menina Rita» – mulher de Fé e de Caridade que, até à hora da morte foi o anjo servidor de seus irmãos, o Cónego Carlos Patrício e o Padre António Patrício, estendendo esta sua acção a todo o agregado familiar que a rodeava. Sabemos que os tempos são outros e que existem hoje mais serviços colocados à disposição de todos nós para satisfação das nossas necessidades e das exigências quotidianas, as quais são um denominador comum a leigos ou sacerdotes, mas com tonalidades especiais, não raro pelas ditas «bocas do mundo» em relação aos que foram ordenados Ministros de Deus! Pois essas irmãs companheiras, que um dia tal como os que escutaram o chamamento do Senhor «Faz-te ao largo!» tudo deixaram, merecem o nosso afecto, a nossa admiração e a mais profunda estima, certos como estamos que o Senhor as recompensará na Glória Eterna pela sua doação, entrega e sacrifício.