Segunda-feira 19 de Agosto de 2019
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Vigília e Eucaristia de Encerramento, pontos altos de uma Jornada pouco organizada

No seu discurso, interrompido sobretudo na segunda parte por muitos aplausos, o Papa recordou que no século XX o mundo foi testemunha de “revoluções cujo programa comum foi não esperar nada de Deus, mas tomar totalmente nas próprias mãos a causa do mundo para transformar suas condições”. E acrescenta: “temos visto que, deste modo, um ponto de vista humano e parcial se tomou como critério absoluto de orientação. A absolutização do que não é absoluto, mas relativo, se chama totalitarismo” “Não são as ideologias que salvam o mundo”. A revolução verdadeira consiste unicamente em “olhar a Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. O que nos pode salvar senão o amor?”, perguntou Bento XVI aos jovens. Na Eucaristia de Encerramento, Bento XVI apelou ao compromisso com a celebração domical e comunitária da fé. “Às vezes, em princípio, pode resultar incómodo ter que programar no domingo também a Missa. Mas se vos empenhais, constatareis mais tarde que é exactamente isto que dá sentido ao tempo livre. Não vos deixeis dissuadir de participar na Eucaristia dominical e ajudai também os outros a descobri-la”, afirmou. O Papa insistiu no testemunho que os jovens podem e devem promover. “Quem descobriu a Cristo deve levar outros até Ele. Uma grande alegria não se pode guardar para si mesmo. É necessário transmiti-la. Em numerosas partes do mundo existe hoje um estranho esquecimento de Deus. Parece que tudo pode funcionar do mesmo modo sem Ele. Mas ao mesmo tempo existe também um sentimento de frustração, de insatisfação de tudo e de todos”. O Sumo Pontífice alertou ainda os jovens para o perigo de a religião converter-se num “produto de consumo”, “escolhendo, cada um, aquilo que lhe apraz”. Bento XVI chamou a atenção para a perigosidade de uma busca sem compromisso de outros contextos de fé.

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