Referindo-se à preparação daquela visita às paróquias de Raposeira, Sagres e Vila do Bispo, o seu pároco explicou que “bastou dizer que Nossa Senhora vinha às paróquias e, nas reuniões, houve casa cheia desde o primeiro momento”. O padre Joel Teixeira referiu-se aos encontros para realização das catequeses marianas que a diocese disponibilizou e que envolveram as suas paróquias durante mês e meio e explicou que “houve uma tentativa de chegar àqueles que normalmente não se sentem atraídos pela Igreja e por Nossa Senhora”, através da realização de cartazes, outdoors e até pela criação de um blogue na Internet. Do que foi realizado durante a visita, destacou não só as procissões como paradigma da mobilização de massas no contexto da piedade popular, mas sobretudo a união dos paroquianos em torno daquele acontecimento, para além da oração do terço e da celebração diária da Eucaristia, com a envolvência e participação de vários sectores da pastoral e das freguesias. Como frutos da passagem da imagem da Virgem Maria, salientou a retoma, em Vila do Bispo, de um grupo de pré-adolescentes que tinham deixado a catequese, assim como a continuidade das catequeses dos restantes membros das comunidades, agora as bíblicas, com cerca de 20/30 participantes em cada paróquia, e a implementação de procissões em honra de Nossa Senhora de Fátima e do método da Lectio Divina nas três paróquias. Também o padre Domingos Costa garantiu que os jovens “foram os mais empenhados” na preparação e organização da passagem da imagem pela Mexilhoeira Grande. O pároco explicou que a visita começou a ser preparada em 2006 com a publicação de oito catequeses de sua autoria para os vários grupos, ainda antes de haver as catequeses da diocese. “Quando surgiram as catequeses da diocese também foram feitas”, indicou, enumerando a documentação para divulgação da visita como mensagens, calendários de bolso e de parede, programas da visita, pagelas, orações, faixas ou cartazes. Durante a estadia da imagem peregrina na paróquia, destacou as vigílias nocturnas de oração de sete horas nos diversos centros de culto na presença de Nossa Senhora de Fátima, as assembleias paroquiais e as procissões de velas. Depois da sua passagem pela paróquia salienta a publicação de um livro sobre o acontecimento, contendo todas as celebrações, bem como de um DVD com fotos e a realização de uma peregrinação paroquial a Fátima. O sacerdote diz ter surgido um grupo de casais em preparação para serem catequistas e garante ainda ter havido um aumento de pessoas a pedir o Baptismo (20/30 por trimestre), para além de “conversões de adultos” e um “grande aumento” na participação das festas em honra de Nossa Senhora. Explicou ainda que se deu início a uma oração mensal, no primeiro sábado de cada mês, com exposição do Santíssimo Sacramento para os grupos de catequese e famílias e que, na véspera das festas marianas, começou a fazer-se uma celebração mariana com procissão de velas. O padre Augusto de Brito explicou que a presença dos missionários redentoristas “deram uma grande ajuda” à preparação da visita da imagem da Virgem Maria a Messines e São Marcos da Serra. Os grupos semanais constituídos no contexto da missão popular desenvolvida por aqueles missionários “foram muito oportunos para lançar as catequeses marianas”, considerou o prior, garantindo que “as pessoas acolheram muito bem” essa preparação feita durante cerca de três meses, embora nem todos os grupos tenham permanecido. A “falta de agentes pastorais” é a dificuldade apontada pelo pároco para a não perseverança. O sacerdote assinala ainda a reflexão mariana à luz da realidade actual nas áreas da saúde, educação, desporto, segurança ou caridade, assim como os trabalhos realizados nesse contexto, como uma das boas realizações no contexto da visita, para além das celebrações muito participadas em ambiente de festa. Como fruto da visita diz que aumentou o número de participantes na adoração ao Santíssimo Sacramento às quintas-feiras à noite e que a participação nas orações do terço também “melhorou muito”. Por outro lado, o padre Augusto de Brito encara o facto de a paróquia de Messines ter agora dois seminaristas no Seminário de Faro como uma bênção da visita mariana. “Também São Marcos, que tinha tanta dificuldade em juntar cerca de 20 pessoas na Missa ao domingo quando não havia intenções, actualmente tem dois grupos a funcionar em dois lugares”, regozijou-se o pároco. O padre Carlos de Aquino apenas testemunhou o resultado da visita da imagem peregrina em Silves, garantindo que houve alguns espaços laicais que, depois da sua passagem, solicitaram a presença efectiva da Igreja. Um deles foi o estabelecimento prisional. “Quando a imagem lá foi, alguns presos aproximaram-se e pediram para se reconciliar. É preciso preparar essa aproximação”, testemunhou o sacerdote. Também o pároco da matriz de Portimão assegurou que, além dos grupos já existentes, houve ocasião para a formação de novos grupos na dimensão da preparação com as catequeses bíblicas. Hoje, explicou o cónego José Pedro Martins, “existem mais grupos de catecumenado de adultos” para a iniciação cristã. Na conclusão da Assembleia Diocesana, o Bispo do Algarve realçou que “houve muita semente semeada com a passagem da imagem peregrina” e apelou a que a sua visita ao Algarve “constitua uma referência importantíssima na vivência cristã, na escuta da Palavra e no peregrinar para Cristo”. “É importante olhar para Maria como modelo de acolhimento da Palavra de Deus”, conclui D. Manuel Quintas. Ao longo do dia esteve patente, num das salas do Centro Paroquial de São Luís, uma exposição sobre a visita da imagem de Nossa Senhora de Fátima pelas paróquias por onde passou até então. Mais fotos na Galeria de Imagens