“Esta visita vai-nos permitir a veneração à memória de alguém que viveu em fidelidade a Cristo e cujo testemunho continua, hoje, a constituir apelo de santidade e de empenho no anúncio e no testemunho do Evangelho”, complementa o Bispo diocesano. “Por sua vez, esta veneração das suas relíquias deve levar-nos a passar duma atitude de evocação da sua memória ao acolhimento que a vivência íntima da sua adesão a Cristo, do seu amor à Igreja e do seu ardor missionário provoca em nós”, acrescenta D. Manuel Quintas, salientando que “as relíquias mais preciosas que Teresa deixou são os seus escritos espirituais, tesouro da sua memória para todos os cristãos. Escritos que brotaram espontaneamente dum coração apaixonado por Cristo e pela Igreja, como reflexo de uma genuína vivência interior; escritos que conservam ainda toda a sua actualidade, pela força que inspiram e transmitem a quantos se propõem percorrer o mesmo caminho de ‘infância espiritual’, como expressão de profunda humildade, de simplicidade evangélica e de confiança filial em Deus”, realça. O Pastor da Igreja algarvia entende ainda que a visita do relicário com os restos mortais da Doutora da Igreja constituirá para os cristãos algarvios um momento de crescimento. “Espero sinceramente e estou certo de que esta visita, assim entendida, das relíquias de Santa Teresa de Lisieux, constituirá para todos nós, cristãos do Algarve – crianças, jovens, adultos, famílias – um apelo muito forte para, à luz do seu exemplo e do seu testemunho, crescermos mais no amor a Cristo e no dinamismo missionário da Igreja”, confidencia, acrescentando que “a veneração dos restos mortais de alguém que, conservando sempre a singeleza de criança, descobriu no Evangelho a força do amor misericordioso de Deus, a “Ciência do Amor”, o ardor da missão e a beleza da santidade, despertará em todos nós o impulso para assumirmos essas mesmas atitudes na nossa vida quotidiana”.