“O Pastor tem de conhecer as ovelhas e elas têm de conhecer a sua voz. E a voz dele conhece-se estando presente”, salienta o padre José Nunes, que acrescenta: “ficámos a perceber melhor a figura do Bispo”. “Não é uma pessoa distante, mas alguém que se aproxima”, conclui. Nas escolas, o sacerdote assegura terem-se desfeito alguns “preconceitos”. “Percebi que os miúdos afinal já tinham uma ideia do que é ser Bispo. Muitas vezes pensamos que só aqueles que vão à Igreja é que se interessam, mas os outros também procuram informar-se e alguns acharam que valeu a pena terem conhecido o Bispo mais de perto”, testemunha. “As instituições também perceberam que têm no Bispo uma pessoa com quem podem contar, dentro das limitações da sua acção”, sublinha o pároco. E na comunidade paroquial, “o senhor Bispo pôde aperceber-se que as coisas não estão alheias, mas que vão crescendo e que há muita gente empenhada”, considera o padre José Nunes, acrescentando que “foi enriquecedor de parte a parte” e que “houve um acolhimento muito caloroso em todo o lado”. O Bispo do Algarve, nesta semana de “contacto com a realidade eclesial, grupos e movimentos ligados à paróquia e também com as instituições locais”, procurou ser “sinal de esperança e da presença de Deus” e viveu de maneira particular a “visita a todas as escolas”, desde o pré-escolar até ao secundário. Ao mesmo tempo, esclarece D. Manuel Neto Quintas, “tentei estimular a comunidade cristã a celebrar a fé e a crescer na consciência de ser Igreja, procurando aqueles que colaboram de uma maneira mais directa na vida da comunidade”. A paróquia de Lagoa tinha vivido a última Visita Pastoral há 11 anos atrás. Joana Pargana, 18 anosAcólita e membro do grupo de jovens “Gostei muito desta semana em que o senhor Bispo esteve cá. E foi importante para a paróquia. Participei em diversas reuniões e tenho pena que ele vá embora. Penso que as reuniões ajudaram todos os grupos”. Assunção Bento, 46 anos “Acho bem esta visita. É uma alegria termos o Bispo aqui na nossa paróquia. Acho importante este contacto e esta comunicação com as pessoas”. Vítor Rio Alves, 45 anosComandante dos Bombeiros Voluntários de Lagoa “Esta visita é positiva para ambas as partes: para nós porque sabemos que a Igreja, representada pelo senhor Bispo, tem uma atenção aos bombeiros e a esta realidade, e para o senhor Bispo também é positivo porque fica a conhecer a nossa realidade. Nós vivemos num país católico e a Igreja católica precisa conhecer a realidade das populações e a melhor forma é visitando, conhecendo, falando com as pessoas”.